De Olho em

Metodologia

Cada avaliação vai de 0 a 10 e é calculada só com dados públicos e oficiais, com a conta à mostra. Cada número leva ao documento oficial de onde saiu.

De onde vêm os dados

A Câmara Municipal de Osasco publica, para cada sessão, uma planilha com a presença dos vereadores em cada chamada, as proposituras lidas no expediente, as matérias da Ordem do Dia e os votos nominais. Lemos essas planilhas automaticamente.

Período atual: 06/02/2025 a 08/10/2026, 147 sessões (131 ordinárias). Sessões cuja planilha ainda não foi baixada ficam de fora até a próxima atualização.

Fotos: site da Câmara ou, na falta dela, a foto de candidatura de 2024 do TSE. Logos dos partidos: Wikimedia Commons, a partir do Wikidata, ou o site oficial do partido quando o Commons não tem o logo atual (Podemos e Republicanos).

Vereadores: participação, produção e eficiência

Cada vereador tem cinco avaliações individuais (os pilares abaixo), cada uma de 0 a 10. Elas formam três coeficientes:

  • Participação. Média de Assiduidade (presença nas sessões e nas votações nominais) e Compromisso com a pauta (itens próprios adiados porque faltou).
  • Produção. Média de Legislação que importa (projetos de política pública e leis sancionadas) e Fiscalização e comissões (comissões e Mesa Diretora).
  • Eficiência. O que produziu por sessão em que esteve presente: projetos de política pública (simbólicos valem 0,2) e leis sancionadas a cada 10 presenças. As faltas não entram na conta. Comparado com o percentil 90 entre os vereadores.

Na página inicial dá para ordenar a lista por qualquer coeficiente ou montar um critério próprio, dando peso de 0 a 3 a presença, votações, projetos e leis, comissões, pauta e eficiência. O custo do mandato (D) aparece em cada perfil e não entra em nenhum coeficiente: o Quadro de Pessoal da Câmara dá a mesma estrutura a todos os gabinetes.

PilarCoeficiente
A · Assiduidade
Presença nas sessões (faltas justificadas não contam contra) e participação nas votações nominais. 95% ou mais vale 10; 75% ou menos vale 0.
Participação
B · Legislação que importa
Projetos de lei por sessão em exercício. Projeto de política pública vale 1, simbólico (nome de rua, data comemorativa, título) vale 0,2, e cada lei sancionada soma 1.
Produção
C · Fiscalização e comissões
Trabalho nas comissões da Câmara (presidência e relatoria valem mais) e cargos na Mesa Diretora. Requerimentos ao Executivo entram quando houver dados abertos.
Produção
D · Custo do mandato
Salário do vereador e dos assessores do gabinete. A lei dá a mesma estrutura a todos os gabinetes, então esse custo não separa um vereador do outro e fica fora da nota. A Câmara informou, por pedido de acesso à informação, que não paga diárias, auxílios ou verbas de gabinete aos vereadores.
informativo
E · Compromisso com a pauta
Itens do próprio vereador adiados porque ele faltou. Nenhum vale 10; 3 ou mais a cada 10 sessões vale 0.
Participação
  • Quantidades (projetos, comissões) são comparadas com o percentil 90 entre os vereadores, não com o maior valor, para que um único caso extremo não achate a nota de todos. Presença e votações usam escala fixa.
  • Projetos simbólicos são identificados pela ementa: nomes de ruas e praças, datas e semanas comemorativas, títulos e utilidade pública. A classificação aparece em cada projeto no perfil do vereador.
  • Comissões: presidente vale 1,5; vice-presidente e relator, 1,25; membro, 1; frente parlamentar, 0,25. Cargo na Mesa Diretora vale 3, e a presidência da Câmara, 4, porque os membros da Mesa costumam ficar fora das comissões. Como a composição publicada é a atual, quem já saiu da Câmara fica sem nota neste pilar.
  • Requerimentos ao Executivo: as planilhas de sessão só mostram os que vão a plenário, quase todos de legislaturas anteriores, e a busca de proposições da Câmara exige captcha. Por isso eles ainda não entram no pilar C.
  • Faltas justificadas, lidas no expediente da sessão, não contam como falta no pilar de assiduidade.
  • Tudo é medido em relação às sessões em que a pessoa estava em exercício. Suplentes que assumiram no meio do mandato não são prejudicados.
  • Só tem coeficientes quem tem pelo menos 20 sessões no período. Suplentes que ficaram poucas semanas aparecem sem eles.
  • Contam como projeto: Projeto de Lei, Projeto de Lei Complementar, Projeto de Resolução, Emenda à Lei Orgânica. Projetos, moções, requerimentos e leis com mais de um autor contam para todos os autores citados pelo nome. Quando o texto diz só “e outros vereadores”, não há como saber quem são.
  • Moções, títulos de cidadão, cartões de prata e outras honrarias aparecem no perfil, mas não entram na produção, porque não mudam leis nem políticas públicas.
  • Quem está na presidência da sessão conta como presente e não é cobrado pelos votos (o presidente só vota em empate).

Prefeito: uma nota por pilar

O prefeito é avaliado em cinco pilares, cada um com a sua nota: gestão fiscal, mínimos constitucionais, qualidade da gestão pelo IEG-M do TCE-SP, resultados em educação e saúde, e transparência e entregas. Pilar sem dados do mandato fica sem nota até a fonte publicar.

Os dois pilares usam os relatórios fiscais que a própria Prefeitura entrega ao Tesouro Nacional (RREO e RGF, pelo sistema SICONFI). Osasco é comparada com 7 cidades paulistas grandes (Guarulhos, Campinas, São Bernardo do Campo, Santo André, São José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto) no mesmo período. Conta só o mandato atual: a nota é a média dos anos fechados desde 2025, e 2024 aparece como referência da gestão anterior.

ItemComo pontua (0 a 10)
A · Gasto com pessoalPela Lei de Responsabilidade Fiscal: até 35% da RCL vale 10, no limite de alerta (48,6%) vale 5 e no limite máximo (54%) vale 0.
A · InvestimentoPosição entre as cidades comparadas: a que mais investe (em % da despesa) vale 10, a que menos investe vale 0.
A · Resultado primárioCumprir a meta da Lei de Diretrizes Orçamentárias vale 10. Ficar 3% da RCL ou mais abaixo da meta vale 0. Só conta em ano fechado.
B · Saúde, educação e FUNDEBCumprir o mínimo legal (15%, 25% e 70%) vale 5. Os outros 5 pontos dependem da posição entre as cidades comparadas. Descumprir qualquer mínimo zera o pilar.
C · IEG-M (TCE-SP)Valor oficial da faixa geral do IEG-M: A = 9,5, B+ = 8,25, B = 6,75, C+ = 5,5 e C = 2,5. Conta a média dos anos-base do mandato. As sete áreas (planejamento, fiscal, educação, saúde, meio ambiente, cidades e governança de TI) aparecem no detalhe, mas a nota usa só o índice geral, que já é a composição oficial delas.
D · Educação (IDEB)IDEB dos anos iniciais da rede municipal (INEP). Metade pela posição entre as cidades comparadas, metade pela evolução em relação à edição anterior: subir 0,3 ponto vale 10, ficar igual vale 5, cair 0,3 vale 0.
D · Saúde (mortalidade infantil)Óbitos de menores de 1 ano por mil nascidos vivos (DataSUS: SIM e SINASC). Metade pela posição entre as cidades (menor é melhor), metade pela evolução em relação ao ano anterior: cair 1,5 por mil vale 10, ficar igual vale 5, subir 1,5 vale 0.
E · Transparência (PNTP)Índice de transparência do portal da Prefeitura no Programa Nacional de Transparência Pública (Atricon e tribunais de contas), usado diretamente: 82% vira 8,2.
E · ObrasParte do valor das obras do Executivo que está paralisada ou atrasada no Painel de Obras do TCE-SP. Nenhuma vale 10; 30% ou mais vale 0. Obras da Câmara não contam.

Valores impossíveis (por exemplo, uma cidade declarando 0,2% de gasto em saúde) são tratados como erro de preenchimento, descartados e listados na página do prefeito.

Séries históricas

  • Censo 2010 × 2022: o Censo 2010 do IBGE é publicado por setor censitário, com o nome do bairro; somamos os setores de cada bairro. Setores pequenos têm dados em sigilo e ficam fora das contas. A renda de 2010 é corrigida pelo IPCA até julho de 2022 (data de referência do Censo). O IBGE mudou a forma de levantar o entorno das casas (asfalto, calçada, árvores...) entre os dois Censos, e alguns bairros mudaram de limite.
  • Eleições de 2016, 2020 e 2024: votos por seção do TSE, somados pelo bairro do local de votação. Em 2016 o TSE não publica coordenadas: o local é reconhecido pelo mesmo número ou nome em 2020 e 2024. "Voto no eleito" é a porcentagem do prefeito que acabou eleito no 1º turno, para comparar os três anos do mesmo jeito.
  • Prefeitura e Câmara: as contas desde 2017 (SICONFI), a mortalidade infantil desde 2015 (DataSUS), o IDEB desde 2005 (INEP) e as despesas da Câmara desde 2017 (TCE-SP), em valores da época. As notas do prefeito continuam usando só os anos do mandato atual.
  • População: Censos desde 1970 e estimativas anuais do IBGE.

Veja em Evolução e, para cada bairro, na aba Evolução do mapa.

Limitações

  • A maioria das matérias é votada de forma simbólica, sem registro individual. Só as votações nominais mostram o voto de cada vereador.
  • Uma falta só conta como justificada se a justificativa foi lida no expediente de alguma sessão; licenças comunicadas de outra forma não aparecem.
  • Separar projetos simbólicos dos de política pública não mede a qualidade de cada um. A classificação é automática e pode errar em casos de fronteira.
  • Requerimentos e indicações apresentados desde 2025, presença nas reuniões das comissões e atendimento aos moradores ainda não têm dados abertos sem captcha e ficam de fora.
  • Custo do mandato: usamos os vencimentos do Quadro de Pessoal oficial (sem encargos e benefícios), as despesas que a Câmara envia ao TCE-SP e a folha mensal do Portal do Cidadão. A folha não informa o gabinete de cada assessor, por isso não há custo por gabinete.
  • As planilhas são preenchidas à mão pela Câmara e podem ter erros de digitação. Copiamos os dados como estão.

Correções

Se algum número estiver errado, compare com a fonte oficial (link em cada item) e abra um pedido de correção informando a página e o dado. Toda correção é feita na origem dos dados e vale para todos.